Têm chegado conhecimento da CDU inúmeras reclamações de utentes, colectividades e Juntas de Freguesia sobre a decisão do atual executivo municipal de não abrir as candidaturas do Programa “Alma Sénior” e, consequen- temente, não assegurar o normal funcionamento das ativi- dades nele incluídas.

As Normas de Funcionamento do Programa “Alma Sénior” em vigor deter- minam no seu artigo 9o, número 1, que “Todas as atividades deverão decorrer num período mínimo de 9 meses, de Outubro a Junho”, e no número 3 do mesmo artigo que “os interessados deverão inscrever-se durante o mês de Setembro...”.

Os protocolos celebrados entre o Município e as entidades parceiras em Setembro de 2014 vigoraram até 31 de Julho de 2018, sem que a Câmara Municipal de Almada tenha prestado, até à data, nenhum esclarecimento à população utente e aos parceiros do projeto, sobre o atraso na decisão sobre o funcionamento deste Programa.

Os Almadenses não podem por isso entender nem aceitar que a atual gestão PS da Câmara Municipal tenha decidido inviabilizar o normal cumprimento dos prazos definidos pelo normativo deste Programa, tanto no que se refere à inscrição dos interessados – que deveria ter ocorrido durante o mês de Setembro –, como no que se refere ao desenvolvimento das próprias atividades previstas para o período entre Outubro e Junho, mantendo paralisada uma atividade de grande importância e significado para a população sénior do nosso Concelho.

A CDU lamenta uma vez mais a incapacidade de diálogo com as entidades envolvidas e os interessados diretos neste programa concreto revelada pelo executivo PS na Câmara Municipal, demonstrando uma falta de atenção e consideração difíceis de compreender e aceitar relativamente às associações e aos almadenses que usufruem deste programa.

A reiterada recusa em prestar informação atempada, clara e objetiva e o atraso na tomada de decisões que caracterizam com demasiada frequência a intervenção do executivo PS na Câmara Municipal de Almada, comporta graves prejuízos para as populações e entidades do Concelho, traduzindo simultaneamente um indesejável retrocesso na qualidade da atividade municipal e associativa no nosso Concelho.